LGBTQIAPN+ : história e resistência dentro da comunidade
- Priscilla Machado

- 21 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 3 de nov. de 2025

Identidades diversas sempre existiram, mesmo quando a sociedade tentava torná-las invisíveis. Olhar para a história da comunidade LGBTQIAPN+ é perceber que, por muito tempo, pessoas foram marginalizadas apenas por viverem fora das normas de gênero e sexualidade tidas como “aceitáveis”. No entanto, essa história não é só sobre indivíduos, é sobre movimentos, resistências e conquistas que transformaram espaços sociais, políticos e culturais.
A sigla LGBTQIAPN+ representa essa diversidade: L de lésbicas, G de gays, B de bissexuais, T de transgêneros, Q de queer ou de pessoas que questionam sua identidade de gênero, I de pessoas intersexo, A de assexuais ou aliados, P de pansexuais, N de pessoas não-binárias, e o + inclui outras identidades que não se enquadram nas categorias anteriores. Cada letra traz consigo histórias de luta, resistência e conquistas que ajudaram a garantir mais visibilidade e direitos para a diferentes grupos.
Um marco internacional importante foi a Revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969. Frequentadores da boate Stonewall Inn, especialmente pessoas LGBTQIAPN+ negras, latinas e trans, reagiram a uma batida policial violenta que buscava criminalizar a comunidade. A revolta deu início a uma série de protestos e mobilizações, marcando o começo do movimento moderno de direitos LGBTQIAPN+ e inspirando organizações e marchas em todo o mundo.
No Brasil, a história da comunidade também é marcada por muitos desafios. Durante a ditadura militar, grupos de apoio surgiam de forma discreta, muitas vezes clandestina, em um contexto de repressão e censura. Nos anos 1990, organizações como a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) começaram a se consolidar, e surgiram as primeiras Paradas do Orgulho, que ajudaram a aumentar a visibilidade e a fortalecer a luta por direitos.
Ainda hoje, a comunidade LGBTQIAPN+ enfrenta desafios significativos. A violência e a discriminação persistem, muitas vezes de forma velada, em espaços como o ambiente de trabalho, a família e os serviços públicos. Por isso, cada avanço – seja legal, social ou cultural – deve ser reconhecido como fruto de lutas coletivas, marcadas por coragem e resistência diante da exclusão.
Apesar das adversidades, a comunidade se fortalece pelo afeto. O amor, em suas múltiplas expressões, segue como a maior forma de resistência, seja entre casais, entre amigos que se tornam família ou na união de pessoas que lutam por um mundo mais diverso, justo e acolhedor para todos e todas.



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