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O preconceito dentro do preconceito

  • Foto do escritor: Priscilla Machado
    Priscilla Machado
  • 21 de out. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 3 de nov. de 2025

No contexto de extrema exaltação da juventude, dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+, o etarismo afeta de maneira singular a comunidade gay. O envelhecimento, um processo natural da vida, é visto como uma afronta aos atuais paradigmas de juventude e heteronormatividade. 

 

As barreiras impostas pelo preconceito de idade e orientação sexual impactam de maneira única a qualidade de vida desse grupo social, dificultando o acesso à  serviços de saúde e excluindo essas pessoas.

 

Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital Albert Einstein, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de São Caetano do Sul revela que pessoas com idade a partir de 50 anos que pertencem à comunidade LGBTQIA+ têm atendimento de saúde pior do que a parcela da população com a mesma faixa etária que não faz parte desse grupo. Os pesquisadores destacam que 31% desse grupo estão na pior faixa de acesso à saúde no país, enquanto enquanto entre a população que não faz parte desse grupo, a proporção é de 18%.

 

Outro aspecto abordado é a exclusão desse grupo social, pois há uma perda significativa do valor do indivíduo. Muitos relatam a solidão como um dos maiores problemas, tanto na família quanto nas instituições de apoio. De acordo com a ONG Eternamente Sou, de São Paulo, estima que 70% das pessoas idosas LGBT+ vivem sozinhas, muitas por terem sido afastadas da família de origem. Além disso, os malefícios da solidão são comparáveis a fumar cinco cigarros por dia, segundo Milton Crenitte. Portanto, ocupar diversos espaços e criar redes de apoio são atos de resistência.

 
 
 

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